ARTIGOS

12/01/2016
O padrão de Deus o lugar da mulher no lar e na Igreja

Paulo César Bornelli

 

A primeira verdade que precisa ser lembrada é que existe uma radical diferença entre a IGREJA e o MUNDO. Sabemos que, embora a igreja deva estar no mundo como sal, luz e cidade edificada sobre o monte, o mundo não pode estar na igreja. A própria origem da palavra igreja (EKLESIA), que significa os chamados para fora de um sistema, ajuda-nos a entender a singularidade da igreja e a distância que deve haver entre ela e o mundo.

A palavra de Deus define o mundo (KOSMOS) como sendo um sistema maligno contrário a Deus, e na 1a epístola de João, cap. 2:15 a 17, ele nos exorta a não amarmos o mundo, pois tudo o que há no mundo não provém do Pai. Paulo, na sua epístola aos Romanos capítulo 12:2, lembra-nos que não devemos tomar a forma dos padrões deste mundo.

O mundo é regido por um sistema democrático (soberania popular), as suas leis emanam do povo, na sociedade moderna a opinião popular é obtida através dos mais diferentes mecanismos de comunicação: debates, seminários, plebiscitos, e dentro deste princípio, define-se tudo: família, economia, sexo, a posição do homem e da mulher. Isto é o princípio do mundo. Este é também o pensamento de D.M. LLOYD  JONES.

A IGREJA é uma instituição divina, antes dos tempos eternos, que esteve oculta durante todo o Velho Testamento, como um mistério de Deus que, após a cruz de Cristo, foi revelado aos apóstolos e profetas e, de uma maneira específica, ao apóstolo Paulo, conforme ele mesmo diz em Efésios 3:1 a 13. Portanto, a IGREJA é uma nova sociedade, uma nova ordem, que tem como princípio o regime TEOCRÁTICO (soberania de Deus) e, como única regra de fé e de prática, a palavra de Deus, a BÍBLIA   SAGRADA.

Portanto, a IGREJA não é lugar de debates e opiniões próprias, mas é o lugar onde, juntos, estudamos a palavra de Deus, na dependência total do Espírito Santo, para nos submetermos a ela. Isso para a mente natural sempre  foi loucura e muito mais agora neste final de milênio apocalíptico, quando vivemos a era da globalização via Internet, quando entramos na  era  da clonagem e iniciamos a pós-modernidade, caracterizada pelo  hedonismo, niilismo  e narcisismo.

Numa era tão confusa como esta, o cristianismo surge novamente como uma contracultura, assim como foi também nos tempos de nosso Senhor Jesus Cristo, tendo como um dos seus principais inimigos o pragmatismo, para o qual os fins justificam os meios.


O TESTEMUNHO DA HISTÓRIA DA IGREJA

Com relação a esse assunto específico, devemos, em primeiro lugar, examinar as escrituras e também contar com o testemunho da história da Igreja. Não podemos pegar dois mil anos da história que Deus escreveu através de homens eleitos, chamados pela sua graça e jogar tudo pela janela e, na nossa vaidade, presumirmos que Deus está começando conosco. Ao  estudarmos  o livro de Atos dos Apóstolos, vemos nos seus primeiros  capítulos  o  aparecimento da primeira comunidade cristã e, logo a seguir, começam a surgir os primeiros problemas nos relacionamentos e na assistência aos necessitados, principalmente  às viúvas.

No capítulo 6 os apóstolos, orientados pelo Espírito de Deus, aconselharam a comunidade que escolhessem entre eles “7 homens” ( Atos 6:3- 6 ) que se ocupassem com o diaconato. Vemos também no capítulo 13 dessa mesma carta, a lista dos líderes da igreja de Antioquia. Todos eram “homens”. Temos também no capítulo 15 a narrativa do primeiro concílio da igreja cristã, todos os líderes reunidos eram “homens”.

Isto também pode ser comprovado no capítulo 15, versículo 22 onde diz: “Então os apóstolos e os presbíteros, com toda a igreja, decidiram escolher alguns entre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé.  Escolheram Judas, chamado Barsabás, e Silas, dois líderes entre os  irmãos”.

Portanto, é de grande importância procurarmos o testemunho dos apóstolos e profetas, dos chamados pais da igreja, e também aos reformadores do século XVI, afim de que, baseados nesses referenciais, possamos, como geração eleita, continuar fiéis aos padrões bíblicos.

DIFERENÇA ENTRE SUBMISSÃO E OBEDIÊNCIA TOTAL

Antes de analisarmos alguns textos bíblicos com relação a posição da mulher no lar, na igreja e na sociedade, seria oportuno fazermos uma distinção entre submissão e obediência total. Obediência total nós devemos unicamente ao Senhor Jesus Cristo, tanto na esfera da família, da IGREJA como da nação. Entretanto, a Bíblia é clara em nos dizer que, como cristãos, devemos estar submissos às autoridades constituídas, em todos os seguimentos. Portanto, é possível estar em plena submissão a uma autoridade e não obedecê-la totalmente.

Pois, submissão está relacionada a governo e a autoridade, enquanto que obediência está relacionada a atitudes. Mesmo que venhamos a não obedecer uma ordem,  por estar contra a palavra de Deus,  não devemos usurpar o lugar  da autoridade, não devemos usar o erro de uma autoridade  para  nos rebelarmos contra o governo, isto vale tanto para o lar, a IGREJA ou a nação. Alguns exemplos podem nos ajudar a compreender melhor este aparente paradoxo.

Primeiramente, podemos ver Davi que, embora tenha sido totalmente submisso a Saul, não o obedeceu em tudo, pois muitas vezes as ordens de Saul eram contrárias a palavra de Deus, mas Davi nunca se aproveitou dos erros de Saul para destroná-lo, ele compreendia que Deus era maior que Saul e que quando Deus quisesse o eliminaria e lhe daria o trono. Davi sempre dizia: “eu não ponho as mãos no ungido do  Senhor”.

Outro exemplo são os cristãos primitivos que, embora fossem submissos ao governo de Roma, não o obedecia quando suas leis eram contrárias as leis de Deus. Eles sempre diziam: “mais importa obedecer a Deus do que aos homens”, mas nunca aproveitaram das falhas do governo para se rebelarem contra as autoridades.

Por que submissão é tão importante? Porque toda autoridade é constituída por Deus. Como cristãos reformados, cremos na soberania de Deus, que Ele é quem põe Rei e tira Rei, e que toda autoridade é constituída por Ele. Portanto, a rebelião contra autoridades, em última instância, é a rebelião contra Deus.  A Bíblia sempre diz que a rebelião é como pecado de feitiçaria, procede  do inferno. Por isso sempre que o Novo Testamento fala  de  submissão,  quer seja na esfera da família, da IGREJA ou da nação, sempre nos lembra que devemos submeter-nos a essas autoridades constituídas “como ao Senhor”.

SUBMISSÃO NÃO É INFERIORIDADE

É importante compreender que, biblicamente, submissão não significa inferioridade, mas sim funções diferenciadas na ordem da criação de Deus. O exemplo máximo que temos disto é a própria TRIUNIDADE, onde  Cristo,  embora sendo Deus, submeteu-se inteiramente ao Pai na economia divina da salvação. Cristo, embora sendo igual a Deus, abriu mão da sua divindade, humilhou-se e esvaziou-se (Filipenses 2: 5 a  11).

Outro exemplo que temos é o caso de Maria que, sendo a bem aventurada, teve a experiência singular de trazer dentro de si, gerado em suas entranhas, o Senhor Jesus Cristo. É interessante perceber que, enquanto Maria estava solteira, o Senhor falava diretamente a ela, dando-lhe a direção. Entretanto, depois que se casou, o Espírito Santo revelava a José o caminho a seguir e Maria lhe era submissa.

É verdade que o evangelho aboliu as diferenças entre raças, povos,  cultura e cor, mas não aboliu as diferenças entre o homem e a mulher com relação a suas funções. Todos nós sabemos que a vinda de Cristo ao mundo foi um marco, um sinal do fim de uma era e do início de uma nova era, surgindo uma nova ordem. Jesus veio por fim ao judaísmo com todas as suas sombras, alegorias e figuras, e trazer a grande realidade para a qual todo o Velho Testamento apontava.

Ele libertou a mulher da opressão que vivia no  judaísmo,  mas  não  anulou as diferentes funções do homem e da mulher, pois, se Ele veio trazendo   o Reino dos céus, uma nova sociedade, e para isto teve que tomar atitudes bastante radicais, contrárias à velha ordem, custando-lhe a própria vida; e se realmente o propósito de Deus fosse a igualdade de funções para o homem e a mulher, poderíamos indagar: por que Jesus não escolheu uma mulher para o apostolado?

O lugar da mulher na ordem do governo de Deus  I Coríntios 11: 3 a 16 -   O versículo 3 é a chave de todo o texto, pois Paulo procura mostrar à confusa Igreja de Corinto, que Deus tem princípios, que Deus  tem  uma  ordem,  que Deus não é de confusão. Para tanto ele mostra no versículo 3, uma cadeia de comando que é a ordem de Deus nesta terra. A ordem é: DEUS - CRISTO - HOMEM   -   MULHER.

A igreja de Corinto estava vivendo um caos com relação ao culto público,  a ceia do Senhor e aos dons espirituais. Paulo mostrou àquela Igreja uma ordem hierárquica que começa na Triunidade e continua na família, na igreja e  na nação. O que Paulo estava dizendo é que dentro da ordem da criação, Deus, o Pai, é autoridade sobre o Filho (que é Deus), que Cristo é autoridade sobre o homem e que o homem é autoridade sobre a mulher. Essa hierarquia não tem relação com inferioridade, mas sim com o fato de que Deus criou o homem e a mulher com funções específicas. Este é também o comentário de  Calvino.

A outra razão pela qual Paulo ensina à Igreja de Corinto sobre a cadeia de autoridade é o que podemos chamar de a ORDEM DA CRIAÇÃO, pois ele faz referência a Gênesis 2: 21 a 23. No versículo 8 e 9 de Coríntios 11, ele afirma que o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Não somente a mulher foi criada por causa do homem, mas também foi criada a partir do homem. O texto de Gênesis 2: 21 a 23, diz que Deus viu que não era bom o homem estar só, e de uma costela do homem fez a mulher, como uma adjutora, uma auxiliadora idônea. Esta é também a afirmação de Augustus Nicodemus.

I Coríntios 14:33 a 38, a princípio este texto parece trazer bastante dificuldade de interpretação quanto ao que Paulo disse que as mulheres deveriam ficar caladas na igreja, visto que, em I Coríntios 11:5, ele dissesse que as mulheres poderiam orar e profetizar com a cabeça coberta. Será que Paulo estava se contradizendo na mesma igreja? O que Paulo queria dizer com “ficar calada na igreja”?

Se examinarmos o versículo 26 dentro do contexto do capítulo 14 que fala sobre o uso dos bens espirituais, iremos perceber que Paulo estava colocando ordem no culto. Ele diz que tudo deve ser feito para a edificação da igreja, e que tudo deve ser julgado. Este julgamento deve ser feito pelos irmãos que tem autoridade na igreja pois, muitas vezes, esta questão pode envolver questionamentos e correção daqueles que falam.

Neste sentido, Paulo está proibindo as mulheres de questionarem, ensinarem ou corrigirem os profetas, pois isto compete aos irmãos que ocupam cargo de autoridade. No verso 37 o apóstolo deixa claro que essa orientação não é sua opinião pessoal, mas é o mandamento do Senhor.

Efésios 5:22-33. Nesse texto Paulo usa a figura do relacionamento  conjugal para nos ajudar a entender o grande mistério que existe entre Cristo e   a Igreja, conforme o verso 32.

O apóstolo inicia o texto ensinando às esposas a sujeitarem-se aos seus maridos, pois essa é a postura condizente com a ordem do governo de Deus, e  única maneira real de expressarmos a verdadeira submissão ao Senhor.  No  verso 23 ele faz referência à ordem da criação, relembrando que assim como Deus é o cabeça de Cristo e Cristo é o cabeça do homem, o homem é o cabeça da mulher, como Cristo é o cabeça da igreja. Portanto, se na ordem familiar, a mulher deve estar subordinada ao homem tendo também uma missão debaixo de um comando, seria contraditório e incoerente que, na ordem da Igreja, a mulher pudesse tomar posições de autoridade sobre o homem, pois isto seria uma inversão da ordem familiar. Esta verdade pode ser ratificada pelos textos   de Colossenses 3:18-19; I Pedro 3:1-7.

No texto de Efésios 5:22-23, Paulo mostra que o primeiro grande motivo para a mulher se sujeitar a seu marido é que existe uma ordem na qual Cristo é   o cabeça da Igreja, assim como o marido é o cabeça da mulher. Outro motivo que Paulo exorta as irmãs a se submeterem aos seus maridos, é que a mulher é uma figura da igreja, assim como o marido é uma figura de   Cristo.

Hoje em dia há muitos ensinamentos no meio evangélico afirmando que   a submissão da mulher ao homem teve origem na queda, e a igreja não deve viver o modelo pós queda. Afirmam eles que antes da queda havia plena igualdade de funções. Mas, não é isso que ensina Gênesis 2:19 onde fica claro que o homem foi criado primeiro, com a função de governar, e que a mulher foi dada como uma auxiliadora nesse  governo.

No capitulo 3 de Gênesis temos a queda, e no versículo 16 vemos Deus ratificando a  ordem da criação,  acrescentando a palavra “Domínio”. Pelo fato  da mulher ter dado ouvido a Satanás, Deus disse: “Multiplicarei grandemente a dor da sua gestação, com dor terás filhos, e o teu “desejo” será para o teu marido e ele te dominará”. A palavra “desejo”, neste texto, não tem nenhuma conotação de sexualidade, mas está relacionada com a proposta que Satanás fez a Eva: no dia em que comeres, serás igual a  Deus.

O desejo de Eva era ter autoridade. Antes da queda, tanto o homem quanto a mulher, vivam em harmonia com Deus, consigo mesmos e  com  o outro, desempenhando o papel para o qual foram criados, isto é, o homem para governar toda a criação e a mulher como uma auxiliadora  idônea.

A queda trouxe uma desordem, uma disputa pelo poder, por isso Deus disse que daria autoridade ao homem para “dominar” a sua   companheira.

PAULO E O GOVERNO DAS IGREJAS

“A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. Não permito que   a mulher ensine, nem exerça autoridade sobre o marido; esteja porém em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. Adão não foi iludido,  mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Todavia será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, amor e santificação com bom senso. “ (I Tm 2: 11 a 15 )

Nas suas epístolas pastorais, Paulo orienta a Timóteo e a Tito a observarem os princípios fundamentais para a formação de uma igreja. Paulo havia deixado Timóteo em Éfeso, conforme ele mesmo disse no cap. 1:3, e finalidade era para que Timóteo ordenasse, isto é, colocasse em ordem aquela igreja, porque havia muitos falsos mestres misturando judaísmo com ascetismo, e ensinando a abstinência de alimentos, chegando até mesmo a proibirem o casamento, pois tinham uma visão deturpada da sexualidade (I Tm 4:1 a   3).

Outra característica desses falsos mestres podemos ver no cap 1:4, era a importância que eles davam a genealogias. Tudo isso estava trazendo muita confusão à igreja de Éfeso, como conseqüência, muitas mulheres estavam sendo contaminadas por essas heresias. No capítulo 2:11 a 15, o apóstolo ensina que a mulher deve permanecer em toda sujeição, quando se trata de ensino, pois aquele que ensina ocupa lugar de autoridade. Por isso, não é permitido  à  mulher ensinar na igreja, em ambiente onde há homens e mulheres.

Entretanto, em Tito 2:3 a 5, Paulo fala de um importante ministério das mulheres, exortando as mais velhas a terem um procedimento maduro em seu viver, sendo modelo para as irmãs mais novas. No verso 4, ele diz que só assim elas poderão orientar as mais jovens a amar a seus maridos e filhos, a se ocuparem com o lar e a sujeitarem-se a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja difamada.

Em I Tm 2:11 a 15, Paulo baseia o seu ensino da submissão da mulher ao homem em dois pontos principais: 1°) Verso 13: “Primeiro foi formado Adão, e depois Eva”. Isto é o que podemos chamar de a ordem da criação. O fato de que o homem foi criado primeiro indica sua primazia e sua liderança  sobre  a  mulher.

Gênesis afirma que a mulher foi formada do homem e para o homem. Essa hierarquia a coloca numa função de auxiliadora e de submissão. É importante observar que Paulo, em primeiro lugar, não faz referência à queda, mas sim à criação. Portanto, quando uma mulher ocupa o lugar de ensinamento na Igreja ela está exercendo autoridade sobre homens, e violentando o principio da criação. Esta é também a explicação de João Calvino  ¯.

2°) O segundo motivo que Paulo fundamenta a sua tese sobre a submissão da mulher ao homem está no versículo 14, onde ele diz: “Que Adão não foi enganado, mas sim a mulher, que tendo sido enganada tornou-se a transgressora”. Ele faz referência à mulher ser enganada também em  II  Coríntios 11:3, deixando claro com isso que, pela maneira como a mulher foi formada, diferente do homem tanto no aspecto físico como emocional, e que não foi criada para governar, ela é mais susceptível ao  engano.

Portanto fica claro que, se por um lado houve intromissão da mulher em ocupar a liderança e tomar uma decisão diante de Satanás, também fica claro que Adão transgrediu a ordem dada por Deus, omitindo-se como líder. Gênesis 3:17 “Porque atendeste a voz da tua mulher”, mostra que Adão foi repreendido por Deus por ter aceitado a liderança da sua  companheira.

O capítulo 3 de I Timóteo descreve-nos diretamente o padrão de Deus para o governo de uma igreja local, pois fala da eleição dos presbíteros (Bispos)   e diáconos. No versículo 1 ao 7 ele fala sobre os presbíteros, e entre várias qualidades que deveriam ter, ele salienta que deveriam ser “marido de uma só mulher”. No versículo 4, ele diz que este homem deveria governar bem a sua própria família, no versículo 5 ele coloca um princípio muito importante: “Se alguém não sabe governar a  sua própria família, como poderá cuidar da igreja  de Deus?”.

Em I Timóteo 3:8 a 13 Paulo fala sobre os diáconos, e ele diz que devem ser homens de palavra e no versículo 12 ele diz: “O diácono deve ser marido de uma só mulher, e governar bem seus filhos e sua própria casa”. Portanto, fica claro que a liderança de uma igreja local, deve ser ocupada por homens que governem bem sua própria família.

Tito 1: 5 a 9 - Paulo deixou Tito em Creta para que ele pusesse em ordem a igreja, constituindo presbíteros. E mais uma vez Paulo dá as qualidades de um líder na casa de Deus, no versículo 6 ele diz que o presbítero deve ser marido de uma mulher, e que governe bem a sua casa. Este ensino de Paulo se aplica hoje?. Augutus Nicodemus responde que sim, pois diz: “fica evidente que Paulo está estabelecendo um princípio permanente para as igrejas, e não apenas fazendo jurisprudência teológica local.”

PEDRO E A SUBMISSÃO DA MULHER AO HOMEM

Em I Pedro 2:11 o apóstolo começa a falar sobre os deveres sociais dos cristãos. No versículo 13 ele diz que todo cristão deve sujeitar-se às autoridades constituídas entre os homens, e isso por causa do Senhor. No capítulo 3 ele continua o assunto da submissão embora, agora, restrito a esfera familiar. Ele inicia o capítulo dizendo: “Do mesmo modo”. Pedro agora estava dizendo que, do mesmo modo como os cristãos devem submeter-se às autoridades constituídas na sociedade, as mulheres devem submeter-se a seus maridos. Isto significa dizer que a motivação da submissão tanto na esfera da sociedade, como da família, deve ser: “Como ao Senhor”.

Neste texto, Pedro não deixa margem para a insubmissão, nem mesmo  no caso de uma mulher cristã ter um marido incrédulo. Ele afirma que o marido deve ser ganho “sem palavras”. Importante observar que  a  palavra “sem”  é com “s” e não com “c”. Ele chama a atenção para a conduta honesta e respeitosa das mulheres, e ressalta que a preocupação principal de uma mulher cristã não deve ser a beleza e os enfeites exteriores. No versículo 4, ele mostra a verdadeira beleza de uma mulher, a beleza interior, um espírito dócil  e  tranqüilo, que é de grande valor aos olhos de  Deus.

No versículo 5, ele invoca o testemunho das santas mulheres do passado, que esperavam em Deus e eram sujeitas aos seus maridos, citando como exemplo máximo a Sara, que obedecia a Abraão e chamava-o senhor. Ele exorta as irmãs a seguirem o exemplo de Sara como mãe, como modelo, e a não temerem a pressão social, a crítica. Infelizmente, hoje, quando uma mulher se submete à palavra de Deus, ocupando o seu lugar em submissão ao marido, ela é pressionada e criticada, não somente pelo mundo, mas pela própria igreja.

No versículo 7, Pedro chama a atenção dos maridos para usarem de consideração no relacionamento com suas esposas, e honrá-las, explicando o motivo  pelo  qual  essa  atitude  deve  ser  tomada:  “A  mulher  é  um  vaso mais frágil”. Pedro entendia que, embora o evangelho tenha nivelado todos diante da graça de Deus, ele não anulou as diferenças da criação. O apóstolo estava dizendo que Deus criou a mulher diferente do homem, que o macho é diferente da fêmea, que eles possuem funções diferentes. Ele está afirmando que Deus criou o mundo heterossexual, e que, após criá-lo, disse: “É muito bom”. Se o mundo unissex fizesse parte do plano de   Deus,

Ele o teria criado. O mundo unissex é uma desordem, é uma afronta a Deus, faz parte de um sistema maligno. A palavra de Deus fala de unidade mas não de igualdade. Na Sua soberania, Deus criou diferenças entre os anjos, entre os luminares, entre os animais, entre os vegetais. Cada um tem uma função específica. A verdadeira unidade consiste na diversidade. A Bíblia nos exorta a olharmos para o nosso próprio corpo, cada órgão tem sua constituição própria e sua função, mas todos eles trabalham em unidade, por isso existe  o  corpo. Assim também é a família e a  igreja.

CONCLUSÃO

Embora esteja claro na palavra que Deus não formou a mulher para ocupar cargos de liderança, ou posição de autoridade sobre o homem, também está claro que a mulher foi firmada como uma adjutora idônea, uma adjutora sábia, aquela que está diante do marido para assisti-lo e completá-lo, dando-lhe condições de tomar decisões sábias.

O seu ministério é em primeiro lugar, para Deus pois, assim como o homem, ela também foi chamada em Cristo para conhecer a Deus plenamente, fazendo parte da família sacerdotal. Este é o grande tema da  reforma protestante do século XVI: “o sacerdócio universal de todos os  cristãos”.

Tem ela, também, importante ministério na formação espiritual e emocional de seus filhos. A história tem testemunhado que “atrás de todo grande homem há sempre uma santa  mulher”.

Na vida comunitária da igreja, a palavra de Deus é clara: que ela deve se portar de tal maneira que possa ser modelo para as irmãs mais novas, ensinando-as e exortando-as a se prepararem para ser boas esposas e mães.

 

A palavra de Deus também é clara ao ensinar que, assim como o homem, elas também são agraciadas com dons espirituais tais como: intercessão, hospedagem, consolo, contribuição, curas, etc... e que deve existir plena liberdade para que elas exerçam suas funções na igreja, participando, assim, da edificação dos santos.




 



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